iFood transforma amostra grátis em mídia mensurável com novo Instant Sampling

iFood transforma amostra grátis em mídia mensurável com novo Instant Sampling

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Nova solução do iFood Ads usa dados de comportamento para definir quem recebe produtos no checkout e permite acompanhar da experimentação à recompra, o que isso tem a ver com CRM?

Dar um produto gratuitamente para conquistar um novo consumidor está longe de ser novidade no marketing, não é mesmo? O que muda quando essa amostra passa a ser entregue para uma audiência selecionada a partir do comportamento de compra e a marca consegue descobrir o que aconteceu depois da experimentação?

É essa a proposta do Instant Sampling, nova solução do iFood Ads que começou a ser oferecida às marcas no Brasil.

O formato permite inserir um produto diretamente na sacola do consumidor durante o checkout no aplicativo. Para viabilizar a operação, o item aparece pelo valor simbólico de R$ 0,01 e, caso o usuário aceite a oferta, segue junto com o pedido que ele já estava fazendo.

A estreia aconteceu em parceria com a Unilever, com Rexona Clinical, mas é a combinação entre experimentação, dados comportamentais e mensuração que torna a iniciativa particularmente interessante para quem trabalha com CRM.

Como funciona o Instant Sampling do iFood?

Antes da distribuição, a marca define o público que pretende alcançar, o iFood utiliza os hábitos de consumo observados dentro de seu ecossistema para identificar os usuários que correspondem àquela audiência. A oferta do produto é então apresentada a esses consumidores no momento da finalização de uma compra.

Na prática, isso permite que a distribuição deixe de acontecer de maneira indiscriminada. Uma marca pode buscar consumidores cujos comportamentos indiquem maior afinidade com determinada categoria, por exemplo, aumentando a probabilidade de colocar o produto nas mãos de alguém com potencial real de consumo. Se o cliente aceitar, o item é acrescentado ao pedido por R$ 0,01.

há outro detalhe importante: não se trata necessariamente de uma versão reduzida criada especialmente para sampling. Segundo o iFood, a solução utiliza produtos em tamanho regular que já fazem parte dos estoques dos varejistas parceiros da plataforma, incluindo mercados, farmácias, pet shops, restaurantes e outros estabelecimentos. Dessa forma, a marca não precisa criar embalagens específicas nem estruturar uma logística paralela para distribuir as unidades.

O grande diferencial aparece depois da entrega

Historicamente, uma das dificuldades das ações de sampling é conectar a distribuição da amostra ao comportamento posterior do consumidor.

Mensurar quantas pessoas realmente experimentaram, quantas compraram posteriormente e quantas teriam comprado de qualquer maneira, por exemplo, são questionamentos realmente desafiadores de se terem respostas.

É justamente nessa etapa que o iFood pretende diferenciar o novo formato. Segundo a empresa, o painel disponibilizado aos anunciantes poderá acompanhar indicadores como volume distribuído, taxa de experimentação, recompra, fidelização, vendas incrementais, LTV e ROI.

Ou seja, o sampling deixa de terminar no momento em que o produto chega à casa do consumidor e passa a gerar um ciclo que pode ser observado desde a seleção da audiência até o comportamento posterior à experimentação.

Sampling encontra CRM e retail media

É aqui que o Instant Sampling deixa de ser apenas uma nova modalidade de anúncio (e nós amamos isso!), já que o formato reúne três ativos particularmente importantes para o marketing atual: dados de comportamento, contexto de compra e capacidade de mensuração.

O iFood não está tentando descobrir o interesse do consumidor apenas por meio de uma impressão publicitária ou de uma declaração de intenção, a plataforma possui dados gerados pelas próprias transações realizadas dentro do aplicativo, como categorias consumidas, frequência, recorrência e hábitos de compra que ajudam a construir as audiências utilizadas nas campanhas.

Isso coloca a iniciativa dentro de um movimento maior de crescimento do retail media: empresas que controlam ambientes próximos da transação transformam seus dados próprios, audiência e pontos da jornada em produtos de mídia.

No caso do iFood, esse ativo é particularmente relevante pela escala. A empresa informa atualmente possuir 65 milhões de usuários e realizar cerca de 25 bilhões de predições mensais utilizando seus modelos de inteligência artificial.

O Instant Sampling adiciona uma nova etapa a essa estrutura, pois em vez de utilizar os dados apenas para decidir quem deve ver um anúncio, eles também ajudam a decidir quem deve experimentar fisicamente um produto.

O que muda para as marcas?

A principal evolução não está no fato de colocar um produto gratuito dentro de uma sacola, mas na capacidade de conectar etapas que, tradicionalmente, ficavam separadas, como a segmentação de público, a experimentação, a compra, recompra e o retorno financeiro disso tudo.

Segundo o iFood Ads, os dados obtidos nas ações também poderão apoiar estratégias posteriores de retargeting e fidelização, o que torna a novidade ainda mais relevante, porque transforma uma ação que poderia ser tratada apenas como awareness em uma iniciativa cuja contribuição para aquisição e retenção pode ser analisada.

Naturalmente, existe uma distinção importante: os dados e a relação direta com o usuário continuam dentro do ecossistema do iFood. A novidade não significa que as marcas passam a receber os dados pessoais desses consumidores ou incorporá-los automaticamente às próprias bases de CRM.

Ainda assim, elas passam a conseguir observar algo que muitas campanhas de experimentação não conseguiam responder com precisão, que é o que acontece depois da entrega do produto.

 

Fontes: iFood Ads, Exame, Money Report e Portal Varejo. Informações consultadas em setembro de 2026.

Autor

  • Na Mesa do CRM

    O Na Mesa do CRM foi criado para ampliar as conversas sobre relacionamento entre marcas e pessoas. O que começou como podcast ganhou novas frentes de conteúdo e hoje reúne notícias, análises e reflexões sobre CRM, experiência do cliente, tecnologia e marketing.

    Com um olhar atento ao que acontece no mercado e ao que muda na prática das empresas, o projeto conecta tendências a perguntas concretas: como conhecer melhor o cliente, construir relações relevantes e transformar dados em experiências que façam sentido?

    Mais do que acompanhar ferramentas e novidades, o Na Mesa do CRM abre espaço para discutir as decisões, os processos e as pessoas por trás de cada estratégia de relacionamento.